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Handebol

Equipe concordiense de handebol já tem datas das competições definidas.

Agenda lotada para a AAU no segundo semestre.

19/06/2019 18h11
Por: Diego Salmon Franke
Fonte: Assessoria de Comunicação Handebol
A equipe recebeu a confirmação da competição com muita alegria e já está com os preparativos para a longa viagem em andamento.
A equipe recebeu a confirmação da competição com muita alegria e já está com os preparativos para a longa viagem em andamento.

Após a conquista do Sul Centro Americano, a equipe de handebol feminino da AAU UnC Concórdia dedicou-se aos treinamentos, visando os compromissos de um calendário apertado no segundo semestre.

E entre as competições está o Super Globe, que foi oficialmente confirmado pela Federação Internacional de Handebol (IHF) na última semana, e que será disputado na China, na cidade de Wuxi, entre os dias 01 a 04 de agosto, contando com a participação de oito equipes, sendo duas delas chinesas.
As demais equipes ainda não foram confirmadas pela IHF, mas provavelmente serão a equipe africana, comandada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira, Morten Soubak; uma equipe norte americana, mais um time da Ásia e a Europa, que provavelmente venha com duas equipes.

O técnico da AAU, Alexandre Schneider, disse que será uma competição com um formato muito rápido:

“No dia primeiro de agosto acontece a primeira rodada e os quatro vencedores já estarão fazendo as semifinais da competição. E os outros quatro, creio que estarão disputando de quinto ao oitavo lugar. Serão dois dias de competição (01 e 02), folga no dia três, e as finais acontecem no dia quatro”.

A equipe recebeu a confirmação da competição com muita alegria e já está com os preparativos para a longa viagem em andamento.

Sobre a expectativa quanto a participação da AAU neste primeiro Super Globe, Schneider diz que dependerá de muito esforço e um pouco da sorte.

“Quem não convive diariamente com a modalidade e não sabe da realidade do handebol no mundo, e claro, como nossa equipe nos últimos dois anos vem vencendo praticamente todas as competições que participou, acaba criando uma certa expectativa de que vamos chegar no mundial de clubes e vamos conquistar. Mas a gente sabe que isso é muito difícil.
Levando em experiência o que acontece no masculino, Taubaté é seis vezes campeã do Sul Centro e Panamericano, e participa do Super Globe a muito tempo; A disputa deles é de quinto ao oitavo lugar.
Então dependeremos muito de como será o sorteio e de quem vai fazer o primeiro jogo com a gente para saber se teremos condição ou não de tentar brigar pelas semifinais.
É claro que estamos treinando para irmos o mais longe possível, mas, se pegarmos uma equipe da Europa no primeiro jogo, a dificuldade será muito grande. Não impossível, mas muito difícil, pois o handebol europeu vive outra realidade”.

Sobre o elenco para o Super Globe, Schneider disse que a Comissão Técnica faz cálculos financeiros e estuda a possibilidade de trazer algum reforço para o elenco.

“Das dezesseis atletas que poderão ir, três ou quatro são juvenis. Então pensamos na possibilidade de trazer alguém com mais experiência neste momento, para dar um corpo maior ao grupo”.

Sobre a Liga Nacional 2019, competição que a AAU é a atual campeã, Schneider também confirmou que ela iniciará em agosto, após o Super Globe.

“A Liga deverá acontecer nos meses de agosto, setembro e outubro. E, estamos visualizando se ela terminará em dezembro. Já que este ano temos o Mundial Feminino de Handebol, se não tivermos atletas que joguem no Brasil sendo convocadas, a gente poderá prorrogar um pouco o termino da competição.
Mas está certo que inicia em agosto, provavelmente com turno e returno, diferente do que foi no ano passado”.

Pensando em 2020, o técnico da AAU disse que os clubes iniciaram uma conversa entre eles e num segundo momento com a CBHb, onde eles (clubes), assumiriam a realização da Liga Nacional, com o apoio da Confederação.
A ideia é que a Liga Nacional do ano que vem possa ser mais longa, envolvendo mais clubes  e dando um novo formato para a competição.

“Nós tivemos uma primeira conversa em São Paulo, sem a presença da CBHb, onde os clubes decidiram efetivamente (principalmente os oito que fazem parte da hoje Liga Nacional aqui do Sul), elaborar um documento e já criar uma pessoa jurídica, no sentido de que possamos, em um primeiro momento com o apoio da Confederação, assumirmos a Liga Nacional a partir de 2020, com a ideia de planejar melhor a competição, de tornar o calendário mais extenso”.

Schneider diz que a ideia dos clubes não é de confrontar, mas sim, de auxiliar a CBHb, para que possamos organizar e melhorar a visualização da Liga Nacional nos próximos anos.

Em uma segunda reunião virtual realizada a poucos dias e, com a participação do atual presidente da Confederação, Ricardo Souza, disse que há uma disponibilidade para discutir o assunto com os clubes.

“É claro que a CBHb quer estar junto com os clubes. Mas nos últimos anos percebemos que a Confederação se preocupou mais com a Seleção do que com os clubes. E nós queremos retomar a ideia da Liga Nacional ser realmente o maior evento promovido pela CBHb, buscar novos parceiros, ter maneiras diferentes de divulgação e transmissão dos jogos, pois hoje existe um contrato só com a Globo, e nós queremos modificar isso. E é neste sentido que estamos conversando e elaborando um documento para criar essa entidade jurídica para que a partir do ano que vem os clubes possam assumir isso. Isso tudo é importante para a evolução do handebol nacional, tanto técnico/tático, bem como produto, que é o que pensamos bastante.  As conversas já estão bem encaminhadas, a CBHb em um primeiro momento quer ser parceira, mas, os clubes decidiram, que com ou sem a participação efetiva da Confederação, ano que vem a ideia é assumir a organização da Liga Nacional , pois percebemos que existem outros caminhos para melhorar na evolução do esporte no país”.


Schneider encerrou dizendo que devido ao grande número de competições e principalmente a nova formatação da Liga Nacional e um menor repasse da CBHb, bem como os prováveis gastos com a viagem para a China, o clube deve estar lançando até o final de julho alguma campanha para buscar recursos.

“Ainda estamos pensando que tipo de evento podemos promover, mas infelizmente, teremos que recorrer mais uma vez aos amantes do handebol, aos amantes do nosso projeto, no sentido de buscar esses recursos para que possamos nos manter até o fim do ano”.


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