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Lavagem de capitais

Grupo responsável por aplicar mais 3 milhões em golpe no Oeste é preso

Os presos foram encaminhados para os Presídios de Xanxerê/SC e Chapecó/SC.

09/07/2019 07h50
Por: Julio Blas
Fonte: Gionei Argenta

Na manhã de ontem (08), a Polícia Civil de Santa Catarina, a partir de investigações em curso pela Delegacia de Polícia de Fronteira (DPCo-Fron) de São Lourenço do Oeste/SC, deu cumprimento a 4 (quatro) mandados de prisão temporária, 8 (oito) mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, em procedimentos em trâmite que visam apurar o crime de associação criminosa voltada para a prática dos delitos de estelionato, duplicata simulada e lavagem de capitais. 

As investigações tiveram início a partir da notícia de que duas dessas pessoas presas temporariamente vinham se valendo de um estabelecimento comercial para a prática de diversas fraudes nas cidades de São Lourenço do Oeste/SC, Pato Branco/PR e Chapecó/SC, entre outras dos Estados catarinense e paranaense. 

Outras duas pessoas também foram presas temporariamente na Operação Policial de hoje, haja vista a suspeita de participação na associação criminosa, já que supostamente vinham prestando auxílio direto na ocultação dos produtos dos crimes, bem como na ocultação do patrimônio vinculado aos demais coautores e pessoas jurídicas (um grupo comercial) relacionadas. 

Consoante o até então apurado, que resultou na representação policial, ágil manifestação do Ministério Público e célere deferimento dos pedidos pelo Poder Judiciário, há indícios de que o grupo vinha praticando diversas fraudes contra o comércio em geral, com o fim de obter vantagens econômicas indevidas, sem qualquer intenção de saldar as dívidas contraídas, ao mesmo tempo em que se valiam de mecanismos destinados à ocultação dos produtos e proveitos do crime, bem como de lavagem de capitais através da ocultação do patrimônio existente, mantendo em prejuízo diversos estabelecimentos catarinenses e paranaenses. 

As ocorrências registradas até o momento indicam que os  suspeitos impuseram às vítimas um prejuízo superior a 3,5 milhões de reais. 

As prisões temporárias, que, num primeiro momento, têm o prazo de 5 (cinco) dias - podendo ser prorrogado por igual período -, foram decretadas como medida imprescindível para a investigação policial, possibilitando a colheita de provas, além de se mostrarem necessárias para que não haja qualquer meio de os agora presos atrapalharem o curso das investigações. 

O sequestro de bens visa coibir a prática de disposição fraudulenta das coisas. 

As buscas foram cumpridas nas cidades de São Lourenço do Oeste/SC, Linha São Roque, Vitorino/PR, Quilombo/SC e Chapecó/SC, e o resultado foi a apreensão de três caminhões em mercadoria mais um barracão onde milhares de outras encontravam-se escondidas, além de 9 (nove) veículos (entre carros, caminhões e uma motocicleta). 

Em somatório ao todo já exposto também foi deferido o pedido de bloqueio de contas bancárias, com o objetivo precípuo de assegurar os efeitos da condenação, além de reparação de eventuais danos a serem verificados no curso da investigação. 

A Operação Policial contou com a presença de mais de 30 policiais civis, todos da Regional de São Lourenço do Oeste/SC.

 

 

 

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