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Concórdia

Viúva que esperou mais de dez horas pela liberação do corpo do marido adere a abaixo-assinado da Câmara

Viúva aderiu ao abaixo-assinado

13/09/2019 13h04
Por: Diego Salmon Franke
Fonte: Câmara de vereadores
Para quem quiser aderir ao movimento, o abaixo-assinado está disponível até domingo (15) no stand da Câmara
Para quem quiser aderir ao movimento, o abaixo-assinado está disponível até domingo (15) no stand da Câmara

A viúva do concordiense Sidnei Raymundi, que morreu de parada cardiorrespiratória no mês de maio, aderiu ao abaixo-assinado da Câmara de Vereadores que pede melhorias urgentes no Instituto Médico Legal (IML) de Concórdia. A família sentiu na pele as deficiências do órgão depois de esperar por mais de dez horas pela liberação do corpo de Raymundi.

Cleonice Hoeckler considera a situação inaceitável e fez questão de aderir ao movimento, que já coletou milhares de assinaturas durante a Expo Concórdia 2019. Na época da morte, a família relatou que o corpo foi encaminhado do hospital para o IML por volta das 2h da madrugada e a liberação para o velório ocorreu somente às 12h30. “O corpo de Sidnei ficou dentro do veículo do IML até a parte da manhã quando foi realizada a perícia”, disseram à época.

A adesão ao movimento é tida como indispensável pelo vereador Closmar Zagonel (MDB), um dos líderes da luta em Concórdia. “A situação é inaceitável e temos que nos unir para conseguir as melhorias. Já são milhares de assinaturas e vários municípios da região estão aderindo à causa”, frisa.

Para quem quiser aderir ao movimento, o abaixo-assinado está disponível até domingo (15) no stand da Câmara, bem na entrada do pavilhão multiuso. Além deste, também estão sendo coletadas adesões ao pedido de credenciamento da cardiologia de Concórdia no Sistema Único de Saúde.

Problemas

O IML de Concórdia vem sofrendo há anos com a falta de estrutura. Atualmente, são duas funcionárias que trabalham em forma de escala. Quando uma está de folga a outra fica em sobreaviso para atender o plantão, que abrange 13 municípios da região. Além disso, o imóvel onde o órgão está instalado é considerado precário, assim como os veículos utilizados.

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