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Saúde

Outubro Rosa: Vitoriosa conta sua luta contra o câncer de mama

Segundo ela, quando recebeu o resultado ficou sem saber o que fazer.

06/10/2020 14h28Atualizado há 3 semanas
Por: Diego Salmon Franke
Fonte: Tudo Sobre Xanxerê
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Já se passaram sete anos desde a descoberta da doença. Hoje, ela tem uma vida normal e consulta uma vez por ano com um médico oncologista.
Já se passaram sete anos desde a descoberta da doença. Hoje, ela tem uma vida normal e consulta uma vez por ano com um médico oncologista.

Em fevereiro de 2013, durante os exames de rotina, a xanxerense Alir Panozzo, de 57 anos, descobriu que estava como câncer de mama, no seio esquerdo. A doença foi confirmada depois de um exame de mamografia, o qual Alir fazia todo ano. Segundo ela, quando recebeu o resultado ficou sem saber o que fazer.

Com uma vida saudável, nunca pensou que isso iria acontecer, foi então que procurou rapidamente uma médica para fazer todo o processo clínico. De primeiro momento fez a retirada da parte inferior da mama e depois a biópsia. Foi então que no dia 23 de maio de 2013, ela conseguiu realizar a cirurgia no Hospital Regional São Paulo (HRSP), de Xanxerê.

- Eu fique sei chão, não sabia o que fazer, mas graças a Deus a cirurgia deu tudo certo, foi feita a retirada total do meu seio e a médica colocou uma prótese em mim. Depois de dias começou a dar reação, então precisei fazer um tratamento de cinco meses até que ficasse tudo bem. Depois de 15 dias, fiz agulhamento para a retirada de uma parte para a biópsia– comenta.

Foram dias difíceis, ela precisou fazer seis sessões de quimioterapia, mas não chegou a perder o cabelo. Para ela, a parte mais complicada era a quando os médicos aplicavam o tratamento direto na veia. Mesmo com os enjoos, logo passava o mal-estar e ficava tudo bem.

Depois disso, Alir começou a frequentar a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), de Xanxerê. E foi lá, rodeada de outras mulheres, que encontrou forças para superar e voltar à vida normal. Mesmo estando afastada por motivos particulares, pretende voltar a ajudar outras mulheres.

Já se passaram sete anos desde a descoberta da doença. Hoje, ela tem uma vida normal e consulta uma vez por ano com um médico oncologista.

- Hoje estou bem melhor, levo uma vida normal como se não tivesse acontecido nada. Isso devo muito a equipe maravilhosa da Rede Feminina, que nos acolhe com muito carinho e amor. Elas nos fazer nos sentir únicas, são minha segunda família – declara Alir.

A história de Alir soma-se a de outras vitoriosas que frequentam a RFCC, onde compartilham suas experiências e recebem apoio para passar pelo câncer. No mês de outubro, a bandeira da conscientização para o diagnóstico precoce ganha destaque, é uma forma de chamar atenção para a importância de estar atenta, se cuidar e saber que a doença pode ter cura e que a vida continua após a descoberta do câncer.

Por Diéssyca Lemos